Este é um texto de um economista sobre estética.

“Será que a aparência das nossas casas importa? Pode um prédio nos deixar mais felizes? Como seria a casa perfeita de hoje? Se importar com a arquitetura, decoração e design das nossas casa pode parecer materialístico e autoindulgente, mas essa série de dilemas comuns se corroboram com as reflexões profundas do ramo da filosofia conhecido como estética. As escolhas que fazemos sobre o formato das janelas ou a cor das paredes importam porque nós somos, para melhor e para pior, pessoas diferentes nos diferentes lugares que habitamos.”

Alain de Botton começa seu documentário “The Perfect Homecom esta reflexão.  E podemos expandi-la para outras áreas em que a estética está presente. Arte, música, moda, linguagem, escrita, design, publicidade e propaganda, entre outras. Saiba mais

Corrupção X Liberdade Econômica

Gustavo Franco, da Rio Bravo Investimentos, compartilhou um gráfico meu, que plotei especialmente para um artigo do Fabio Ostermann publicado no OrdemLivre.org, com a correlação do Índice de Percepção de Corrupção (Transparency International Corruption Index) e o Índice de Liberdade Econômica (Heritage Foundation’s Index of Economic Freedom). O economista comentou: “A corrupção precisa de matéria prima, ou seja precisa de burocratas que controlem benefícios discricionários a serem distribuídos de forma pouco transparente. É simples.”

Reproduzo o gráfico abaixo. Para entender um pouco mais sobre ele, recomendo ler o artigo “Quer diminuir a corrupção no Brasil? Tire poder das mãos de políticos!“.

Índice de Percepção da Corrupção x Índice de Liberdade Econômica* O gráfico também foi divulgado no blog O Insurgente.

Como a autoridade paternalista utiliza a ideologia para manter o domínio sobre as pessoas

Após ler este artigo do Demétrio Magnoli, escrito quase um mês após a morte de Vaclav Havel, dissidente checo do regime comunista da URSS, decidi ler alguns dos seus ensaios.

Fui diretamente ao seu grande voo ensaístico “O Poder dos Sem-Poder”, de 1978, texto que desvendou o segredo do poder comunista tardio. O terror stalinista, com seu cortejo indescritível de opressão e brutalidade, era coisa do passado. No lugar dele se instalara um sistema “pós-totalitário”, expressão que não pretendia conotar a superação do totalitarismo, mas uma acomodação essencial das engrenagens de controle da sociedade. O fundamento do sistema residia na mentira ritualizada. 

Destaco aqui a minha parte favorita (em tradução livre), onde Vaclav Havel descreve o meio pelo qual a autoridade paternalista utiliza a ideologia para manter o domínio sobre as pessoas: 

“Ideologia é uma forma ilusória de se relacionar com o mundo. Ela oferece os seres humanos a ilusão de uma identidade, de dignidade, de moralidade e torna mais fácil a aceitação. Como repositório de algo suprapessoal e objetivo, ela permite que as pessoas enganem a sua consciência e que ocultem a sua verdadeira posição e seu modus vivendi inglório, tanto do mundo quanto de si mesmos. É um véu, atrás do qual, os seres humanos podem esconder a sua própria existência caída, sua banalização e sua adaptação ao status quo. É uma desculpa que todos podem usar, desde o verdureiro, que esconde seu medo de perder o emprego por trás de um alegado interesse na unificação dos trabalhadores do mundo, até o mais alto funcionário, cujo interesse em permanecer no poder pode ser camuflado em frases sobre o serviço para a classe trabalhadora. A principal função da ideologia é, portanto, proporcionar às pessoas, vítimas e pilares do sistema pós-totalitário, a ilusão de que o sistema está em harmonia com a ordem humana e a ordem do universo.”

Antes de Hannah Arendt iluminar os paralelos entre o comunismo e o nazismo (Origens do Totalitarismo, 1951), figuras como Victor Serge (É meia-noite no século, 1939), Arthur Koestler (O Zero e o Infinito, 1940) e George Orwell (A Revolução dos Bichos, 1945) cortaram o corpo apodrecido do sistema soviético com o bisturi da literatura e escancararam a natureza do totalitarismo. Havel inspirou-se nesses predecessores para formular o seu diagnóstico: o mal manifestava-se como linguagem – e, justamente por isso, contaminava a sociedade inteira.

Preste atenção no significado literal das palavras e você pode se tornar um gênio da economia

Ontem foi aniversário de 113 anos do nascimento de Friedrich A. Hayek. E continuando minha busca pela “boa escrita”, encontrei uma observação interessante sobre sua maior contribuição para as ciências econômicas: o uso do conhecimento na sociedade.

Hayek disse que entendeu o papel da informação em uma economia de mercado pensando sobre uma frase que seus amigos da London School of Economics achavam meramente engraçada: a redundância ignorante given data (“dados os dados”, tradução livre). Saiba mais

Estou apaixonado

Todos já se apaixonaram alguma vez na vida. Paixões boas e ruins. Uma paixão ruim seria aquela que te deixa deprimido, com um sentimento de impotência, de nervosismo, não saber o que fazer. Já a boa te dá motivação para correr atrás, alegria para acordar todo o dia e batalhar por ela.

Eu estou apaixonado pela escrita.

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Daron Acemoglu discute seu novo livro sobre desenvolvimento econômico

Artigo publicado originalmente no site OrdemLivre.org.

Na semana passada, o Cato Institute realizou um book forum com Daron Acemoglu , economista (um dos 10 economistas mais citados do mundo) e professor do MIT, para discutir o seu novo livro, com co-autoria de James Robinson, “Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty” (Por que as nações fracassam: As origens do poder, da prosperidade e da pobreza, tradução livre)

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Como mudar o mundo?

Artigo publicado no OrdemLivre.org, no dia 21 de Março de 2012.

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